Para quem me conhece (e à relação que ambos temos), isto é um escândalo! Não só pela forma quase telepática com que muitas vezes falamos, mas também por tudo aquilo que a minha mãe representa para mim e por mim se esforça. Aqui fica então a história da minha mãe!
Nasceu a 6 de Outubro (olé balanças!) de 1951 em casa, numa conjuntura péssima na minha família. Os meus avós tinham tido um filho que nascera com leucemia e que morrera aos 8 meses, pouco tempo antes da minha mãe nascer. Talvez por isso, sempre foram hiper protectores em relação a ela (ela tossiu... vamos para o hospital?!), e isto sempre se fez notar durante toda a sua vida. Não a deixaram ir à escola, tendo optado por aulas particulares em casa, eram-lhe realizados todos os desejos que tivesse (apetecia-me ir a paris... - faça as malas que vamos amanhã), enfim, foi mimada com tudo o que havia de bom e melhor não só pelos pais, mas também por toda a família (filha única e neta única, é o que dá).
Apesar de ter crescido com tudo, nunca se tornou mimada. Quando veio o 25 de Abril e foram postos os luxos de lado, aprendeu rápidamente a arregaçar as mangas e a viver com o que tinha, sem nunca se queixar. Ainda hoje há amigos dos meus pais que referem isso!
Criados 3 filhos, chegou a vez do quarto, eu. Fui bem educado. Claro que há falhas que eu aponto, nomeadamente acho que deviam ter pedido mais de todos nós, melhores notas, mais esforço, mas errare humano est, e todo o ser humano tem as suas falhas. Olhando-me de forma global, acho que fizeram um excelente trabalho, e isso tenho a agradecer aos meus pais (post do pai a caminho), também por todos os esforços e empenho que têm tido para desenvolvermos as nossas carreiras.
Por tudo isto, e muito mais, que infelizmente não tenho tempo para escrever aqui (vamos almoçar fora e "a gaja" tá aos berros para me despachar), admiro imenso a minha mãe. É uma verdadeira senhora e um exemplo a seguir!
Obrigado mãe!

Numa festa em Paris, 1968

Casamento com o meu pai, 1973

Com a minha égua, 2003








